Entrevista com Anderson Farias, prefeito de São José dos Campos
Há 23 anos trabalhando na administração municipal – ocupando cargos variados desde a gestão de Emanuel Fernandes –, Anderson Farias Ferreira (PSD) assumiu a Prefeitura de São José dos Campos em abril deste ano.
Há 23 anos trabalhando na administração municipal – ocupando cargos variados desde a gestão de Emanuel Fernandes –, Anderson Farias Ferreira (PSD) assumiu a Prefeitura de São José dos Campos em abril deste ano.
Anderson tem 47 anos, nasceu em São Paulo e mora em São José dos Campos há 30 anos. É casado e tem três filhos. Eleito vice-prefeito na chapa encabeçada por Felicio Ramuth para o mandato de 2021 a 2024, se tornou prefeito com a saída de Felicio Ramuth para disputar o Governo de São Paulo.
Formado em Gestão Pública, foi diretor de compras e Licitações da Saúde e da Administração no governo Emanuel. Trabalhou nos dois mandatos do prefeito Eduardo Cury, como secretário de Administração (2008) e de Transporte (2009 a 2012). Também foi secretário de Governança na gestão de Felicio antes de assumir o cargo de prefeito.
Em todos esses anos, manteve um canal aberto de diálogo com a Aconvap. “A relação da Aconvap com o poder público sempre foi pautada com muito respeito, valorizando a responsabilidade social, o respeito ao meio ambiente e ajudando a elaborar leis mais modernas para facilitar a aprovação de projetos e impulsionar o crescimento do setor”, afirmou.
Para ele, a Aconvap é uma entidade consolidada em São José dos Campos e na região. “Há mais de 42 anos, representa os interesses do setor da construção civil, trabalhando com valores éticos, incentivando novos investimentos e ajudando a gerar mais empregos”.
Em relação aos projetos da prefeitura para o setor de construção civil, o prefeito destacou melhorias traçadas no Plano de Gestão (2017-2022), que vêm sendo implantadas.
“Disponibilizar na internet o acompanhamento da execução de obras em tempo real (De olho na Obra); implantar o Novo Código de Obras, para atualizar o código atual e modernizar os marcos legais das obras particulares; implantar novos pontos de entrega voluntária (Eco Pevs), para entrega de restos de entulhos da construção civil e recicláveis, e estimular a entrega de material, oferecendo a troca por créditos para pagamento de contas; Projeto Urbaniza Centro, com a retirada dos postes e enterramento de toda a fiação elétrica na região central; Geosanja, com a consolidação ao acesso de banco de dados geográficos para diretrizes de zoneamento”.
Anderson lembrou que São José dos Campos foi certificada como a 1ª cidade “Inteligente, Resiliente e Sustentável” do Brasil, além de ter obtido o 1º lugar no Índice de Concorrência dos Municípios em 2021, entre as cidades com mais de 500 mil habitantes, especialmente quanto aos parâmetros “Construindo no município” e “Regulação urbanística”.
“São resultados do amplo processo de modernização das leis, desburocratização e redução dos prazos de licenciamento, destacando ainda o ganho de potencial construtivo pela liberação da verticalização, aliado à crescente vinda de empresas para a cidade (recordes sucessivos na Sala do Empreendedor, previsão de 15 mil novas empresas em 2022), trazendo demanda habitacional e renda, vemos que o potencial de crescimento no curto e médio prazo é gigante para a construção civil no lançamento de unidades habitacionais, comércio e indústrias”, disse.
O prefeito considera que o setor está em franca expansão a partir da atualização do PDDI (Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado), em 2018, da LPUOS (Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo), em 2019, e do COE (Código de Obras e Edificações), em 2022, com aumento significativo no número de solicitações de aprovações de projetos, que chegam a 50 protocolos por dia, além da previsão de 75 novos loteamentos.
“Mesmo em um período pós-pandêmico e com aumento mundial dos níveis de inflação, é possível observar, na cidade, o desenvolvimento progressivo com construções e emissão de atividades econômicas, consolidando nosso município como polo atrativo de investimentos, com expectativa inclusive de aumento de 50% no número de empresas abertas até o final de 2022 em relação a 2019, melhorando a qualidade de vida da população”.
Para ele, o caminho de desenvolvimento envolve algumas estratégias. “Os grandes desafios estão focados na manutenção da implementação dos conceitos de construção sustentável, invocando maior criatividade e inserção de novas tecnologias com projetos arquitetônicos arrojados em novos conceitos de urbanismo, mantendo o ritmo de lançamentos dos produtos imobiliários.”
Anderson enxerga as construtoras locais como empresas que oferecem alguns diferenciais. “Destacam-se suas intensas participações, contribuindo de forma efetiva no processo de modernização da legislação e a proximidade com os consumidores/compradores das unidades, facilitando as relações comerciais”, concluiu.