Aluguel sofre reajuste de 6,82%

Um aluguel de R$ 1.500,00 que revigorou até fevereiro de 2020, após o reajuste corresponderá a  R$ 1.602,30, no final do mês de março

De acordo com a FGV (Fundação Getúlio Vargas), o IGP-M (Índice Geral de Preços Mercado) de fevereiro teve uma queda de 0,04%, contra alta de 0,48% o mês anterior. Com esse resultado, o acumulado do ano passa a ser de 0,44% e dos últimos 12 meses, 6,82%. E esse é o percentual que será usado pelos proprietários no reajuste do aluguel nos contratos que fazem aniversário em março.

Segundo Marco Vasconcelos, diretor de comercialização e marketing regional SECOVI ( Sindicato da habitação), em São José dos Campos, normalmente o aumento é regido por essa taxa, que, aliás, se aproxima do parâmetro da cesta básica.

No ano passado, a empresária de Jacareí, Bruna Ioghi, 34 anos, teve que se mudar às pressas. Ela foi informada pela imobiliária que o seu aluguel teria um reajuste no valor de R$ 180. “Eu já morava no apartamento há três anos e este seria o primeiro aumento, o que não teria problema se o reajuste tivesse sido sob um percentual menor”.

“Eu pagava R$445 na locação, além do condomínio, das contas de água, taxa de leitura, luz gás”, continuou ela.

Para continuar vivendo no imóvel, a empresaria teria que pagar o valor de R$675 e as demais cobranças relativas ao apartamento. “Eu não achei justa a quantia que a proprietária estava pedindo, pois subiu em média 50% e, somando com os outros gastos, ficaria praticamente um aluguel de R$ 1.150. A sorte foi que rapidamente encontrei um lugar bacana”, compartilhou.

PARÂMETRO.  De a cordo com Marco Vasconcelos, diretor de comercialização e marketing da Secovi, em São José dos Campos, normalmente o aumento é regido pelo IGP-M, medido pelo FGV, taxa aliás, que mais se aproxima do parâmetro da cesta básicas. 

“Há anos o segmento imobiliário o trata como medidor repositor no ambiente das locações. Os reajustes só pode ocorrer anualmente. “A adição além dos índice previstos no contrato em andamento, somente poderá ser realizada mediante acordo entre as partes”, afirmou Vasconcelos.

Ainda segundo o diretor, a forma atual de correção é a mais adequada. Mas, nada impede também que o locatário faça a sua proposta – onde o inquilino, poderá aceitar ou não, durante a sua vigência, a critério exclusivo do proprietário do imóvel.

“O que deve ser levado em consideração é a manutenção que está sendo feita na propriedade, se  o morador é um bom pagador e cumpridor de seus deveres. É importante ter esse parâmetro”, conclui o especialista.

PONTA DO LÁPIS. Para facilitar, o Secovi-SP exemplificou conta com base no fator de atualização, que, é de 1,0682. Assim, se um aluguel R$ 1.500 que vigorou até fevereiro, multiplicando-o  por 1,0682, obtém como resultado R$ 1.602,30 correspondente ao valor pago no fim de março ou início de abril.

Fonte: Jornal O Vale / Bárbara Stephanie Monteiro