Com serviços e construção em alta, salário aumenta acima da inflação

Entre janeiro e outubro deste ano, as carreiras que registraram saldo de emprego no Vale do Paraíba tiveram um salário médio de R$ 2.213,03, contra R$ 2.128,69 no mesmo período do ano passado, um aumento superior a 3,90%

Pela primeira vez no ano, o salário médio na RMVale subiu acima da inflação, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério da Economia.

De janeiro a outubro deste ano, as carreiras com saldo de emprego no Vale registraram um salário médio de R$ 2.213,03, contra R$ 2.128,69 no mesmo período do ano passado, aumento de 3,96%.

O índice ficou acima da inflação oficial acumulada nos últimos 12 meses, retroagindo a partir de outubro, de 2,72%, segundo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

Entre as 10 carreiras que mais contrataram no Vale, nestes 10 meses, sete são do setor de serviços, que anotou saldo de 3.815 empregos gerados no ano.

Duas profissões são da construção civil, cujo saldo foi de 2.249 postos de trabalho, e uma é da indústria, com 858 vagas abertas entre janeiro e outubro.

O reajuste do salário médio acima da inflação interrompe aumentos consecutivos, desde janeiro, sempre abaixo do índice inflacionário, o que compromete o poder de compra do trabalhador.

CARREIRAS. Das 10 carreiras que mais empregaram em 2019, seis tiveram aumento, sendo cinco acima da inflação acumulada e uma abaixo. O salário diminuiu em quatro carreiras.

Com isso, o reajuste do salário médio apenas dessas 10 carreiras ficou abaixo do índice inflacionário, com 1,58%: R$ 1.297,63 para R$ 1.318,12.

Pelo quarto mês consecutivo, servente de obras foi a profissão que mais contratou em toda a região, com 1.236 empregos gerados em 10 meses e salário médio de R$ 1.378, queda de 1,2% na comparação com igual período do ano passado (R$ 1.395,10), quando a carreira gerou saldo de 524 postos de trabalho.

Única carreira industrial no ‘Top 10’, alimentador de linha tem reajuste de 7%

CARREIRAS. Comum no setor industrial, a carreira de alimentador de linha de produção gerou 893 postos de trabalho entre janeiro e outubro deste ano, com um salário médio de R$ 1.477,96, crescimento de 7% ante o mesmo período de 2018 (R$ 1.381,33). “As carreiras industriais têm sindicatos mais fortes, com maior poder de negociação, por isso os reajustes tendem a serem maiores do que nos outros setores”, disse Edson Trajano, economista e pesquisador do Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais), da Unitau (Universidade de Taubaté). Auxiliar de escritório foi a terceira profissão com maior saldo no Vale, abrindo 583 vagas no mercado de janeiro a outubro, acima dos 529 postos do mesmo intervalo de 2018. O rendimento médio subiu 1,99%, abaixo da inflação, de R$ 1.217,07 para R$ 1.241,32.

Fonte: Jornal O Vale/ Xandu Alves