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Vale terá alta de 40% no número de domicílios até 2030, diz Seade

Levantamento realizado pela Fundação Seade revela expectativa de crescimento no número de moradias em todo o estado nas próximas décadas. Entre as 15 áreas administrativas, região é a quarta com mais domicílios


Com um dos maiores índices do estado, a RMVale terá alta de 40% no número de domicílios particulares ocupados até 2030, de acordo com o estudo publicado pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados). Até 2050, esse número vai crescer 55,9%. Em 2010, a região do Vale do Paraíba tinha 684.580 domicílios e a expectativa é de que esse número chegue a 951.665 em 2030 e 1.067.354 em 2050, segundo os dados divulgadosno estudo ‘Transição Demográfica e demanda por moradia’.

Em todo o estado de São Paulo, território dividido pelo Seade em 15 áreas administrativas, a RMVale é a quarta com mais domicílios, ficando atrás só da capital (com 3.574.286 domicílios em 2010), além das regiões de Campinas (com 1.937.653) e de Sorocaba (com 850.759).

O Vale fica à frente de regiões como a Baixada Santista, Franca, Barretos, Marília, Araçatuba, Ribeirão Preto, Bauru, entre outras áreas. Em média, até 2050, a região ganhará cerca de 10 mil domicílios anualmente.

“O dimensionamento do número de domicílios ocupados no futuro representa relevante instrumento para a previsão de demandas em diversas áreas do planejamento, como habitação e saneamento”, declarou o demógrafo Carlos Eugênio Ferreira, que é chefe da Divisãode Projeções Populacionais do Seade. No estado, a estimativa é de que o número suba de 12,8 milhões (2010) para 19 milhões (2050) -- são 156 mil novos domicílios anualmente.

“A maior concentração de domicílios, em 2050, continuará na Região Metropolitana de São Paulo, destacando-se a capital, seguida das Regiões de Campinas, Sorocaba e São José dos Campos. Os ritmos de crescimento são diferenciados regionalmente, mas o aporte absoluto permanecerá relativamente importante em todas elas”, diz relatório do Seade.

Entre 1970 e 2010, o ritmo de crescimento era maior: de 224 mil novos domicílios por ano em São Paulo.

MUDANÇAS. O estudo publicado pela Fundação informa que a queda na taxa de fecundidade, o aumento registrado na expectativa de vida e as mudanças nas relações (casa-se cada vez mais tarde atualmente, o avanço dos divórcios, entre outros) provocaram reflexos na demanda por moradia.

“Apesar da taxa de crescimento dos domicílios permanecer superior à da população, o seu ritmo de incremento vem caindo”, diz o relatório.

Em 2017, a RMVale terá crescimento de 1% na sua população, que hoje é de 2,4 milhões de habitantes. Na região, o número de moradores por domicílio cairá de 3,30 em 2010, para 2,99 em 2020 e para 2,77 em 2030.

 

Fonte: Jornal o Vale / Guilhermo Codazzi

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